quarta-feira, 28 de março de 2012

Vereadores podem pegar penas que variam de 20 a 30 anos de prisão, diz Promotor


MUCURI-Ainda estão foragidos Carlos Gonçalves de Souza, o “Tazinho” (PSDB), Gisele Aparecida Seguro Gazzinelli (PTB), Roberto Correia Bastos, “Nicó” (PSC), Márcio de Jesus Machado, o “Marcinho da Divisa” (PDT) e Roberto Alves dos Santos, o “Professor Roberto” (PSC). Os políticos passaram a ser considerados foragidos desde quinta-feira (15), quando uma sessão realizada na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) definiu a ordem de prisão. Eles foram presos durante a Operação Caribe, em dezembro de 2011, e soltos no dia 1º de fevereiro de 2012.

Dos seis vereadores que terão de ser reconduzidos à prisão, apenas Wilson Cabral (PR) está em prisão domiciliar, no distrito de Itabatã. Wilson Cabral é deficiente físico e por recomendação médica não pode ficar numa prisão convencional.

O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público da Bahia contra a decisão do juiz relator Luiz Fernando Lima, que concedeu habeas corpus aos vereadores. Eles são suspeitos de receber propina de empresários para aprovar um projeto que criaria um loteamento no distrito de Itabatã, município de Mucuri. A propina seria de R$ 25 mil para cada vereador.

Em entrevista ao Portal G1, o promotor Pablo Almeida relatou que o presidente da Câmara de Vereadores de Mucuri, Carlos Gonçalves de Souza, o “Tazinho” (PSDB), responderá por corrupção ativa qualificada, com pena prevista de 12 anos, podendo ser aumentada em até 1/3; e por corrupção passiva, com pena prevista de 12 anos, podendo ser aumentada em 1/3. Na soma dos crimes, o promotor relata que o suspeito poderá pegar mais de 30 anos de prisão. Os demais vereadores e envolvidos poderão, segundo o MP, pegar até 20 anos de prisão.

POR: RONNY BAHIA

Um comentário:

  1. Limpa tipo esse teria que ser feito em todo território brasileiro, mandar esses ladrões e corruptos pra CADEIA

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